Jornal da Tarde – PAPEL NA PAREDE E REDECORE A CASA

Comum em muitas residências americanas e européias há mais de cem anos, o papel de parede continua sendo, ainda hoje, uma excelente opção para quem pretende repaginar os ambientes da casa em poucas horas e sem o ‘quebra-quebra’ da reforma. A durabilidade questionável até outrora já ficou de lado com o aperfeiçoamento dos modelos vinílicos, que são superlaváveis e têm vida útil de até 12 anos, muito superior a de uma pintura.

O material plástico emborrachado, assim como os papeis convencionais vinilizados, que parecem resistentes cartolinas desenhadas, também é antialérgico, já que sua cola é feita à base de água, e muito mais práticos para se limpar e conservar. Além disso, oferece fácil aplicação, que dispensa mão-de-obra especializada.

A grande vantagem do revestimento, contudo, está na diversidade de estampas, que não pára de crescer. “Temos uma infinidade de opções para todos os gostos, liso, estampado, floral, quadriculado”, conta a diretora da Casa do Papel de Parede, Geisa Cardoso. “A tendência hoje é o ‘brilhoso’ com glitter, mas nós temos também uma papel em TNT, que lembra um tecido mas não é. Ele pode ser branco ou colorido, adere à tinta, é superlavável e antichamas”, destaca a especialista.

Os produtos são vendidos por rolos de dez metros de comprimento por 53 cm de largura, que cobrem em média 4,5 m² de parede. No caso dos modelos vinílicos, o preço de um papel ‘intermediário’ varia entre R$ 350 e R$ 650 o rolo. Já a linha vinilizada, cuja durabilidade chega a sete anos, é possível encontrar modelos nacionais a partir de R$ 220 o rolo.
“Se comparar com a pintura da parede, o papel parece sair mais caro. Mas, além de ter uma durabilidade maior e fácil aplicação, sem sujeira, ele deixa o ambiente mais aconchegante”, justifica Geisa. Segundo ela, a remoção do papel também não é nenhum ‘bicho de sete cabeças’.

“O cliente pode ir à própria loja onde comprou o material e comprar uma cola de papel de parede, pois é própria também para remoção, muito eficiente. É só misturar com água e molhar bastante o revestimento e depois, com a espátula, tentar encontrar uma pontinha para puxar que a folha de papel sai inteira”, explica.

Para o local de aplicação do papel de parede não há restrições. “Pode ser sobre parede lisa, azulejada, sobre a madeira. Tem gente que coloca até em paredes externas”, comenta ela. A dica é deixar a superfície sempre lisa – lixar se for preciso – para não deixar marcas ou bolhas no revestimento. Embora a aplicação do papel seja fácil, algumas lojas oferecem serviço de instalação, que custa a partir de R$ 350, em lojas especializadas, porém o preço varia de acordo com a quantidade de rolos a ser instalado.



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